Em sua sétima aventura, Soluço terá exatos três meses, cinco dias e seis horas para descobrir a América, encontrar o caminho de volta a Berk, salvar o pai, derrotar as Serpentes-polares e ainda vencer a Competição Amistosa de Nado Intertribal. Será que ele vai conseguir? O relógio está correndo.
Depois da aventura de aniversário, que nos levou a conhecer um dos vizinhos mais perigosos dos Hooligans: Insensato, o Assassino, as Ladras do Pântano e os Hooligans Cabeludos se reúnem aos Assassinos nas Montanhas Assassinas para uma amistosa Competição de Nado Viking.
Tal competição se dá durante um dia frio, em que todos têm que enfrentar um mar de águas geladas e armados até os dentes com o equipamento de batalha. Ganha o último que voltar do mar. E o recorde é de Barbadura, o Terrível, que passou 3 meses, 5 dias e 6 horas nadando – pelo menos, essa é a história.
Como é de se esperar, Soluço e Perna-de-Peixe não estão felizes em executar essa atividade viking, ao contrário de Camicazi que está louca para ir ao mar. Soluço quer apenas não voltar antes de Malvado Melequento, seu primo que é o exemplo do viking clássico e não perde uma chance de aperrear o herdeiro dos Hooligans.
Antes de ir ao mar, Velho Enrugado fala com Soluço e mexe em sua “coisa que tiquetaqueia” – um objeto que mistura bússola, relógio, além de outras coisas que Soluço ainda não descobriu e é a prova d’água – ajustando uma espécie de alarme.
Então todos vão para o mar, menos Stoico e Bertha, enganados por Insensato. Além disso, o vilão enganador sequestra Soluço, Camicazi e Perna-de-Peixe, entregando os garotos para Norberto, o Demente que os leva até a América – considerando-se que esse lugar exista...
Tirando esse problema de estarem presos em um barco, cujo dono quer mata-los e não fazer ideia do que está acontecendo nas Montanhas Assassinas, os garotos ainda têm problemas com dragões selvagens como os Linguetas de Rapina, as Serpentes-Polares e com os Peregrinos do Norte, povo escravizado por Norberto.
Algumas passagens que me marcaram mais: Banguela e Mosca da Tempestade bêbados, o golpe de sorte usado contra Norberto e saber que a luta de Soluço com o Demente entrou para a história dos vikings.
Sinto que esse sétimo volume das histórias de Soluço é um divisor de águas na vida dele. Tudo pelo que passou nos três meses desse livro mudou a visão de mundo dele e acredito que terá bastante influência na continuação da história.
Perna-de-Peixe, apesar de todo seu pessimismo, também está se tornando um herói. É engraçado como Vaca Aterrorizante raramente aparece e, quando aparece, está dormindo ou não fazendo nada para ajudar.
Alguém roubou o Ovo de Fogo e agora o vulcão na Ilha do Vulcão está ativo e os tremores estão chocando os ovos dos dragões Exterminadores! Conseguirá Soluço devolver o Ovo de Fogo ao Vulcão, parar a erupção E salvar a Ilha de Berk de ser varrida do mapa pelas terríveis espada-garras dos Exterminadores? Quinto livro da série que virou filme "Como Treinar O Seu Dragão".
É a quinta aventura de Soluço e Banguela, e eles a iniciam enfrentando uma onde de calor totalmente atípica aos verões de Berk, com Velho Enrugado – o avô de Soluço – prevendo o despertar de uma nova raça de Dragões Aterrorizantes.
Todos, vikings e dragões, estão preguicentos por conta do calor, mas Bocão leva seus 12 aprendizes para uma aula de pastoreio de renas montando dragões. Nesse momento, os jovens começam a trabalhar com novos dragões, além dos de caça. O escolhido de Soluço é Caminhante do Vento – nervoso, de olhar feroz e manqueira pronunciada.
Eles deveriam se aproximar das renas silenciosamente, mas Banguela precisa aprontar e voa velozmente entre elas, espantando os animais e fazendo-os correrem em todas as direções. Mas a situação fica mais caótica quando fogo irrompe na montanha acuando a turma para o topo. Rapidamente, eles se veem dentro de um círculo de chamas e o dragão de montaria de Bocão, Golias, é quem retira todos de lá, pois os dragões dos garotos ainda não aguentam voar com pessoas montadas.
Além do fogo, Bocão e Soluço são atacados por dragões nunca vistos antes com garras que mais parecem espadas e são salvos por um homem montado em um dragão branco, que viria a ser Fabuloso Figurão – reconhecido herói viking que estava desaparecido por 15 anos.
Essa aventura leva Soluço e seus amigos à ilha dos Lava-loucos, que se transformou em verdadeiro ninho de dragões mortais com milhares de ovos esperando a temperatura certa para eclodir. E mais uma vez, nosso jovem herói precisa salvar sua tribo e todo o arquipélago barbárico não só de dragões, mas de um vulcão prestes a entrar em erupção.
Um segredo de família é revelado e há a descoberta de traições vindas de pessoas que não imaginávamos e de uma figura já conhecida nossa de outros volumes das lembranças de Soluço.
Nesse volume, Banguela apronta muito, mas também salva o dia. Como? Só vocês lendo para saber.
Soluço Spantosicus Strondus III foi o mais grandioso herói já visto em todo o território viking. Ele era bravo, impetuoso e muitíssimo inteligente. Mas até mesmo os grandes heróis podem ter dificuldades no começo. Principalmente se têm como companheiro um dragãozinho teimoso e mal-educado. Nessa nova aventura da série, Soluço está prestes a completar doze anos, mas as comemorações do seu aniversário, é claro, não serão muito tranquilas: nosso herói se perde no labirinto do bibliotecário Cabelo Assustado e, à espreita, estão os perigosos Dragões-brocas e o terrível Insensato, o Assassino, prontos para atacar.Com ação, muito humor e ilustrações divertidíssimas, a receita do sucesso de Como treinar o seu dragão permanece seguida à risca nesse sexto lançamento da série escrita e ilustrada pela inglesa Cressida Cowell, autora premiada de obras infantis e infanto-juvenis. Crianças, jovens e adultos que já conhecem Soluço e o dragão Banguela, seja das páginas dos livros, seja das telas de cinema, não vão querer perder essa nova história. O livro traz uma seção especial com um Dicionário de Dragonês, que vai agradar em cheio os fãs da série.
O sexto volume das memórias de Soluço, nos leva à comemoração de seu aniversário de 12 anos. As Ladas do Pântano estão em Berk e há competições amigáveis entre as tribos.
Soluço discute com Banguela porque ele não está comendo madeira, que é necessária a boa saúde de um dragão, e o dragãozinho come e chamusca o novo trono de Stoico, sendo ameaçado de exílio por isso.
Além do chefe dos Hooligans ficar extremamente zangado com Banguela, ele ainda fez uma aposta com Bertha – líder das Ladras – de que os Hooligans são tão bons em roubo quanto ela e está procurando pelo livro “Como treinar o seu dragão”, que foi surrupiado por Bocão da livraria dos Cabeças-Ocas.
O problema é que esse livro também foi vítima das fortes gengivas de Banguela. Daí, para salvar seu dragão, Soluço se vê tendo que invadir a Biblioteca Pública dos Cabeças-Ocas para roubar um outro exemplar do livro. Camicazi e Perna-de-Peixe vão com ele e a garota os leva à ilha dos Cabeças-Ocas num Dragão Furtivo que foi roubado de Insensato, o Assassino, por Bertha.
Os livros são desprezados pelos vikings e, por isso, ficam trancafiados em uma biblioteca úmida e escura (acho que a Nanda, assim como eu, teria uma agonia lendo essa parte do livro), guardados pelo bibliotecário Cabelo Assustado, 400 guardas Cabeças-Ocas e vários Dragões-Brocas.
Além disso tudo, nós somos apresentados à Mosca da Tempestade, a dragoa de caça de Camicazi, por quem Banguela passa a nutrir uma certa admiração, se é que vocês me entendem...
Esse volume da série de Cressida Cowell trás uma espécie de compilação de muita coisa que vimos nos outros volumes, mais ou menos como um guia mostrando vários personagens rapidamente, além de um “anexo” com perfis de dragões e outro com um dicionário de Dragonês.
É como uma recapitulação de tudo que já aconteceu e preparação para o que ainda virá.
Smash causou um grande burburinho desde o anúncio de sua produção, pois, após o estouro de Glee, o anúncio de uma série musical tornou as comparações inevitáveis. Logo começaram a rotular a série como “um Glee para adultos” ou “o novo Glee”. Entretanto, o que se vê em Smash é algo completamente diferente da série adolescente da FOX (Ok, ambas são musicais, mas as semelhanças param aí).
O plot da série é o desenvolvimento e a produção de Marilyn, The Musical, um musical para a Broadway inspirado em Marilyn Monroe escrito pelos já experientes Julia Houston (Debra Messing) e Tom Levitt (Christian Borle). No processo de produção, somos apresentados a Karen Cartwright (Katharine McPhee), a jovem batalhadora do interior que vai a Nova York sonhando em ser uma estrela e a Ivy Lynn (Megan Hilty), a atriz experiente que busca protagonizar seu primeiro musical. Além disso, temos Derek Wills (Jack Davenport), diretor da peça e Eileen Rand (Anjelica Houston), produtora.
Nesta fase inicial (a série conta com 6 episódios até agora), vemos a rivalidade entre Karen e Ivy ser colocada em primeiro plano, pois, inicialmente elas disputam o papel de Marilyn e, mesmo com Ivy conseguindo o mesmo, Karen entra para o musical como uma das integrantes do coro, sendo uma ameaça constante à estrela da casa. Ao mesmo tempo, vemos Eileen tendo dificuldades para arrecadar fundos para a produção por conta de seu conturbado e recente divórcio, além de outras tramas paralelas.
A série é um prato cheio não só para os fãs de musicais, mas para aqueles que gostam de um bom drama, pois, apesar de ser um musical, a trama é muito bem desenvolvida e as músicas são colocadas de modo a adicionar ao episódio e não ser seu momento central. Aqueles que imaginaram como se faz um musical do zero também vão ficar bem satisfeitos, pois os bastidores são muito bem retratados.
No quesito musical, como dito antes, as cenas são variadas desde ‘situações de microfone’ (onde a personagem acha um microfone para soltar a voz) a cenas de canções originais, escritas para Marilyn, The Musical, mostradas em ensaios ou em trechos do que parece ser a visão dos autores e do diretor de como a cena seria colocada no show.
Aposta da NBC para 2012, Smash tem se mostrado um acerto e tem tudo para ir longe.
Depois da minha resenha sobre o filme de Eragon (ainda choro lágrimas de vergonha alheia), nossos caros leitores devem ter percebido que esta que vos fala é meio desconfiada com o sistema livros-que-viraram filmes. Não que seja uma fanática que gostaria que a indústria de cinema deixasse os livros socados em suas prateleiras, acumulando poeira - na-na-ni-na-não.
Existem livros que eu só sei que são livros porque viraram filmes ("O Exterminador do Futuro", fiquei muito chocada com a descoberta). Existem livros cujos filmes conseguem fazer jus à obra (como "O Senhor dos Anéis", apesar das adaptações titânicas). E existem livros que nasceram para virar filmes; onde os produtores do cinema conseguem capturar toda a essência da história original, multiplicá-la, e usar todo os elementos diretos do vídeo - vozes, ruídos, música, imagens, cores - para tornar o resultado final algo muito além da imaginação individual do criador.
É nesse último quesito que classifico o filme "Como Treinar o seu Dragão". É bom assim.
Alguns pontos a serem esclarecidos antes da autora começar a babar e mimar esta obra prima da Dreamworks: 1. Eu li, sim, o livro "Como Treinar o seu Dragão", da Cressida Cowell, antes de assistir o filme. Posso falar com sinceridade e propriedade que já conhecia o início da saga de Soluço e dos vikings sem noção de Berk antes de ver a versão em 3D deles. O livro é uma coisa fofa e cativante, aliás. A sinceridade dos protagonistas conquista, mesmo que a obra seja puramente infantil. Se é que uma história tão trançada em sarcasmo pode ser considerada dessa forma. Enfim, resumindo, tinha minhas expectativas literárias quando assisti a esse negócio. 2. Geralmente começo a espernear no cinema quando o filme não sai exatamente como eu imaginei, ou quando os roteiristas acham que não vai fazer diferença se, sei lá, os olhos do Harry Potter forem AZUIS e não VERDES, né, porque não é como se isso não fosse repetido trezentas milhões de vezes em todos os livros.
Dito isso, "Como Treinar o seu Dragão" foi o único filme que pegou um livro do qual eu gostava, mudou uma porrada de coisas, e ao invés de me fazer passar o filme resmungando "que diabo é isso", "não é assiiiiim", "minha nossa senhora da traça de livro, como essa mulher deixa fazerem isso com o livro dela, maldito capitalismo", fez eu passar o filme com um sorriso e, em alguns momentos, quase chorando.
Vou mais longe: "Como Treinar o seu Dragão" foi uma versão fofinha do que "Eragon" devia ter sido. Meaow, é isso aí.
O QUE MUDOU
A Dreamworks, em um golpe de genialidade, acertou exatamente em o que não deveria mexer para evitar descaracterizar a história. Foi que nem a plástica da Megan Fox, sabe? A moça já era bonita, mas o Projeto Angelina Jolie foi muito bem sucedido.
A mudança mais óbvia, e que talvez cause mais desconfiança por parte dos fãs xiitas, é o Banguela. Quem leu o livro sabe que o Banguela original era um dragão pequeno, mirrado, covarde e COMUM. E banguela. Já o Banguela do filme é um Fúria da Noite (nome da raça), um dragão tão rápido e esperto, tão impressivo, que os vikings de Berk sequer têm um registro dele em seu bestiário dracônico. E não é banguela - pelo menos não o tempo todo.
Outra mudança importante é o fato dos dragões não "falarem" com o Soluço que, no livro, é um notório falador (e entendedor) de "dragonês".
Mas isso não atrapalhou em nada, sério, NADA do encanto da adaptação. A falta de discurso verbal do Banguela e dos outros dragões deu lugar à sutileza de movimento, atitude e expressão por parte dos bichos que jamais poderia ser reproduzida em um livro. Ao mesmo tempo, Soluço tornou-se duplamente sarcástico para suprir a ausência das conversas ferinas e espirituosas que o dragãozinho cospe a guisa de fogo o tempo inteiro no livro. E é assim que a dinâmica dos dois personagens principais adquire equilíbrio perfeito ao longo da história.
Aliás, essa adaptação, ao meu ver, era muito necessária. Por mais que seja importante contar a história de superação do meninozinho magricela com um dragãozinho que mais parece uma lagartixa inofensiva, essa só teria o mesmo sentido que teve no livro se a história seguisse o enredo da mestra Conwell passo a passo. E por mais que "Como Treinar o seu Dragão" (o livro) seja breve, o livro permite um insight nos personagens próprio de narração em primeira pessoa, e também foca bastante no grupinho de garotos que acompanha Soluço em sua busca por um dragão. Um filme não poderia passar a delicadeza da situação do garoto se fosse focar em tudo o que a história original mostra ser relevante, e por isso a adaptação foi muito feliz.
A Astrid também foi um acréscimo do filme que fez muito bem ao enredo. Apesar de função primária como interesse amoroso do personagem principal (humano), ela também foi o estopim do conflito e do clímax da história. O filme fluiu melhor por causa dela, mesmo que ela tenha caído de para-quedas nesse roteiro.
Resumindo: os roteiristas remendaram a história toda de forma que o filme focasse quase completamente na relação entre um menino e seu dragão, motivo pelo qual eu e milhares de outras pessoas ficamos de coração derretido ao assistir.
O MENINO E O DRAGÃO
Em toda história medieval/mágica/wtv que tenha dragões bonzinhos - ou pelo menos dispostos a não comer todos os seres vivos menores do que eles - eu fico esperando um efeito "Eragon" transcorrer. Não sei se é algo no meu DNA que gostaria de ter um dragão de estimação, ou se é uma vontade que surgiu desde que eu assisti "Coração de Dragão" pela primeira vez na Sessão da Tarde: um laço forte de afeto, amizade, codependência, o que seja, entre um ser mitológico tão majestoso como um dragão e um simples ser humano. Chamo isso de efeito "Eragon" porque essa é basicamente a premissa daquele livro, muito embora a adaptação cinematográfica dele tenha sido tão tosca.
"Como Treinar o seu Dragão" (o filme) conseguiu traduzir essa relação de sonho para a telona com maestria, justamente por construir toda a história ao redor de Soluço e Banguela, sem ficar distraído com qualquer outro aspecto da ficção de Berk. A introdução aos personagens, por exemplo, acontece de forma rápida e contínua, explicando em poucas cenas e palavras tudo o que se precisa saber sobre Soluço, Stoico, todos os vikings de Berk e sua mentalidade sobre os répteis voadores. Em dez minutos de filme, já estamos devidamente escolados no enredo para presenciarmos o primeiro encontro entre o menino e o dragão, e todo o resto do filme se desenrola na construção e fortificação do relacionamento - LINDO, LINDO - dos dois.
Nesse processo, tudo ajudou. O gráfico do filme é um 3D fofinho, sem pretenções de manter as imagens na proporção da realidade, mas não tão disforme a ponto de dar aquela sensação de que estamos vendo alienígenas. Confesso que, quando vi as primeiras stills do CG do Banguela, fiquei muito incrédula. No entanto, quebrei completamente a minha cara quando vi o dragãozinho se movendo e sendo fofo na tela, admito sem vergonha. Ele tem uma textura fofinha de bichinho de pelúcia, mas os olhos são grandes e tão EXPRESSIVOS que fazem o telespectador levar o personagem a sério desde o primeiro momento.
A música também é quase um personagem próprio nesse filme. Todos vocês vão ficar com vontade de adquirir a trilha sonora de John Powell assim que terminarem os créditos finais. Ela é cheia de flautas e gaitas de fole, ao estilo folk, e combina totalmente com a história. Uma das faixas, chamada "Forbidden Friendship", embala um momento crucial (e bem óbvio, né, se você entendeu o nome da música) de uma forma que me fez ganhar um respeito ainda maior por qualquer ganhador de Oscar por trilha sonora.
Nossa, eu estou sendo muito parcial, não estou? Vou terminar logo esse texto antes de começar a babar no teclado, ou de parar no meio para ir assistir o filme. De novo.
O LADO BOM
Tudo.
Okay, deixa eu listar, né.
1. Adaptação super bem-feita, a ponto de eu considerar até melhor do que o livro (!!!). O roteiro foi cuidadoso e deixa aquela vontade de bater palmas em muitos momentos.
2. Personagens cativantes. TODOS eles.
3. Gráficos estonteantes. Olha, tem uma cena de por do sol + passeio no cangote do dragão lá que é simplesmente de babar. Mesmo o aspecto infantil dos humanos e dos dragões não diminuiu a beleza do filme.
4. A música é perfeita. Sério, eu escuto o CD da OST todo dia, geralmente antes de dormir.
5. Faz algum tempo que eu venho perdendo minha fé na dublagem brasileira, mas sabe a dublagem desse aqui? Impecável. Todas as adaptações são válidas, todas as vozes foram bem escolhidas, a sincronização é muito bem feita. Faz até eu esquecer que não estou ouvindo a voz de veludo do Gerard Butler como Stoico.
6. Vaza sarcasmo desse filme em doses saudáveis e de bom gosto.
7. A história é para todas as idades: meu irmão de quatro anos até hoje finge ser um Fúria da Noite enquanto corre pela sala, e a minha mãe, de quase cinquenta anos, assistiu o filme sozinha no meu computador mesmo depois do meu já mencionado irmão trocá-lo por um episódio de Ben 10 do Cartoon. E eu juro que vi os olhos dela brilharem nas partes emocionantes.
O LADO RUIM
Tive que me esforçar bastante nesse, mas tentei ser realista:
1. O filme realmente mudou bastante da história. Não desnaturalizou a ideia geral da coisa, mas operou mudanças grandes o bastante para ser considerado um Universo Alternativo.
2. O fato da Astrid ter sido criada talvez crie alguns problemas com as continuações que DreamWorks já está fazendo.
3. Eu ainda não assisti os websodes extras! Certo, isso não é uma coisa ruim para o filme; mas é ruim para mim, tá legal?
CONCLUSÃO
Recomendado. Se é que minha total falta de impacialidade não foi uma indicação. E para aqueles que não se contentam em assistir só o filme, visitem também o Tumblr dos produtores do filme, com character designs, stills e textinhos legais; tem também o site oficial, que é muito legal (quero dizer, eles fizeram um show com dragões em tamanho real baseado nesse filme! Quão legal isso é?).
E para saber sobre os livros, vejam as resenhas da Camila: aqui e aqui!
Soluço Spantosicus Strondus III foi o mais grandioso herói já visto em todo o território viking. Ele era bravo, impetuoso e muitíssimo inteligente. Mas até mesmo os grandes heróis podem ter dificuldades no começo. Principalmente se têm como companheiro um dragãozinho teimoso e mal-educado. Nessa nova aventura da série, o dragão Banguela foi capturado, um nanodragão está prestes a virar refeição e Dragões-tubarões estão à solta. Mais uma vez, os vikings precisam de um salvador... Soluço! Com aventura, ação, muito humor e ilustrações divertidíssimas, a receita do sucesso de Como treinar o seu dragão é seguida à risca no terceiro lançamento da série escrita e ilustrada pela inglesa Cressida Cowell, autora premiada de obras infantis e infantojuvenis. Crianças, jovens e adultos que já conhecem Soluço e o dragão Banguela, seja das páginas dos livros, seja das telas de cinema, não vão perder essa nova história.
A terceira aventura de Soluço e Banguela começa com a aula de “Como abordar uma nau inimiga”. Soluço e Perna-de-Peixe construíram seu próprio barco, o Papagaio-do-mar Esperançoso, um barquinho redondo e desengonçado – como seus navegadores. A missão é abordar embarcações de pescadores pacíficos, mas o dia está impossivelmente nublado. Daí vocês já podem imaginar o que aconteceu, não é?
Melequento dá um encontrão no barco do nosso herói e o faz sair girando no meio da névoa, afastando-os do grupo viking. Soluço e Banguela discutem e o dragãozinho se anuncia em greve! Isso mesmo, ele vai para o topo do mastro e fica se fazendo de surdo enquanto Soluço lhe pede que procure por dragões-tubarão.
Então eles avistam um navio enorme cercado por dragões e, em seu desespero, Perna-de-Peixe diz ser um barco pesqueiro e se aproxima, apesar de Soluço dizer que os dragões estão dizendo coisas horríveis. Nesse momento, eles encontram – na verdade – um navio com 350 soldados romanos sequestradores de dragões. Os garotos são levados a presença do Cônsul Gordo e do General Magro e aprisionados.
Banguela tenta resgatá-los, mas termina preso. Soluço e Perna-de-Peixe conseguem voltar a Berk, mesmo sem Banguela e com o caderno de anotações do herói pela metade.
Vocês devem estar se perguntando que caderno é esse? O nome dele é “Como falar dragonês” e é onde Soluço faz todas as suas anotações sobre dragões: características de cada raça, dicionário da língua, peculiaridades nos cuidados com Banguela e outras coisas.
Mais duas coisas importantes acontecem: Soluço e Perna-de-Peixe são sequestrados pelos romanos e nosso herói conhece Ziggerastica, o nanodragão. Mas a importância desses fatos vocês só descobrirão lendo.
A cada volume das memórias de Soluço que leio, me afeiçoou mais a ele e seu pequeno dragão. Além de me divertir com as enrascadas nas quais eles se metem.
Será que Soluço vai encontrar o antídoto para a picada da Vorpente Venenosa e ainda por cima derrotar o assustador Garra da Destruição? E ele conseguirá vencer o perigoso machado de Norberto, o Demente, para mais uma vez ser o herói da história?
Agora é inverno em Berk. O inverno mais frio em 100 anos: todos os mares estão congelados e para passar de uma ilha a outra basta usar trenós e dragões-de-trenó-dentes-de-sabre. E os jovens heróis vikings estão encarando sua primeira expedição de caça com arco e flecha sobre esquis.
A única recomendação de Bocão é que os garotos façam silêncio e não se aproximem da ilha de Histeria, pois os histéricos são temidos até pelos Cara de Brutamontes – outra tribo viking. Histeria é isolada das demais ilhas por causa de um Garra de Destruição que, infelizmente, está preso pelo gelo.
É também o período de hibernação dos dragões, em que eles cavam buracos na terra para dormir quentinhos e não correr o risco de entrar em coma. Os únicos dragões a não hibernar são os de trenó. Soluço não está de folga de Banguela nesse momento, porque o dragãozinho cavou um buraco muito raso e obrigou o garoto a carrega-lo consigo por medo de Banguela entrar em coma.
Soluço e Perna-de-Peixe saem em dupla para caçar Pica-neves Semipintados e o amigo de nosso herói parece estar bastante resfriado, além de ficar caindo o tempo inteiro. Então eles encontram com quem? Com histéricos! E Perna-de-Peixe parece enlouquecer, esquiando diretamente para os vikings adultos e gritando impropérios para eles.
Os garotos conseguem escapar por pouco de uma baita enrascada, mas Soluço é ameaçado de morte por Norberto, o Demente – líder dos histéricos – pois acertou uma flecha na poupança do homem.
No dia de Freya, que é o início da primavera, há um festival em Berk, com visita de outras tribos e competições entre os clãs. Perna-de-Peixe enlouquece novamente e grita com Stoico, sendo levado à casa de Velho Enrugado para ser cuidado. O avô de Soluço diz que Perna-de-Peixe está com Vorpentite, doença causada pelo nanodragão Vorpente Venenosa, e que a única cura está na ilha de Histeria.
Stoico proíbe Soluço de ir buscar tal remédio e ainda pede que o filho mude de amizades, mas o garoto não se deixa convencer e vai atrás de Caolho – o dragão-de-trenó – para leva-lo até os histéricos. Camicazi (garota viking que trava amizade com Soluço no livro Como Falar Dragonês) se oferece para ir junto.
Eles acham a cura? E o Garra de Destruição? Leiam Como Quebrar a Maldição de um Dragão para descobrir.
Dá pra resistir a essa fofura? *-*
A cada livro que passa, Soluço e seus amigos se metem em encrencas maiores que as anteriores. Mas as aventuras trazem aliados para o jovem e inteligente viking e mostram a ele quem são seus verdadeiros amigos.
Eu não me canso de observar como Bocão Bonarroto é uma pessoa gentil e ordeira que gosta muito de Soluço:
“DESÇAM E FIQUEM EM POSIÇÃO DE SENTIDO, SEUS PATÉTICOS PINGOS DE COCÔ DE INSETO!”
Conforme as Profecias de Agnes Nutter, o mundo vai acabar num sábado. No próximo sábado, e antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno e ex-serpente, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Eles gostam daqui de baixo (ou, no caso de Crowley, daqui de cima). Portanto, eles precisam encontrar e matar o Anticristo, a mais poderosa criatura do planeta. O problema é que o Anticristo é um garoto de 11 anos e, ao contrário de tudo o que você já tenha visto em algum filme, é um menino que adora seu cachorro, se importa com o meio ambiente e é o filho que qualquer pai gostaria de ter. Além, claro, de ser indestrutível. E, como se ainda não fosse o bastante, eles ainda têm de lidar com o domingo...
Resumão
Em 2001, depois de mais de uma década após seu lançamento original, o ironicamente clássico Good Omens foi lançado no Brasil. Publicado inicialmente em 1990, a obra, trazida aqui com o nome Belas Maldições pela editora Bertrand Brasil, é um dos livros mais conhecidos e amados dos anos 90, com novas edições sendo feitas e vendidas continuamente desde sua publicação¹.
O livroemsi, escritopelosmestresbritânicos da ficçãofantástica Neil Gailman (autor de Coraline e da série Sandman) e Terry Prachett (autor da coleção Discworld) em 1992, começa com um prefácio no qual é estabelecidasuaposiçãocomo “LivroMaisRemendado e Emprestado do Mundo”, dandoaoleitor um gostinho do humor seco e sarcásticoquerecheiaessaobra.
O enredopodeserdivididoemduaspartes, com a primeiraenglobando a segunda. A parte A é basicamenteumarecontagem do livro das Revelaçõesda Bíblia... Se a pessoa que a tivesse escrito o fizera após consumir todas as substâncias ilícitas possíveis e imagináveis enquanto assistia simultaneamente Seinfeld e Queer as Folk no Ritz de Londres, ouvindo o glorioso Freddie Mercury durante horas e horas a fio. Sim. O demônio Crowley, originalmente a Serpente do Éden, é incumbido de introduzir o Anticristo e torná-lo a grande arma das Forças Infernais em onze anos. O que eles não contavam era que, isolado na Terra pelos últimos 6000 anos² com apenas humanos e um anjo como companhia, Crowley tivesse não só se acostumado à vida terrena de tentar e trollar nossa espécie, mas também à presença de seu "Inimigo Mortal": Aziraphale, o tal ser celestial que, por ter sido um dos guardiões do Éden e ter "perdido" sua espada flamejante após a expulsão de Adão e Eva, permaneceu nessa querida bola de lama a qual chamamos de lar. Ao invés de seguir suas ordens, o demônio recorre ao anjo, uma vez que, devido à completa não praticidade e irritação mútua de ter de lutar com alguém que estará inadvertidamente sempre lá, os dois criaram um Arranjo, um pacto de não-agressão³, e de ajuda caso o equilíbrio criado seja perturbado. Seu esforço em conjunto poderia ter muito bem vingado, se não fosse pelo fato de que os autores devem ter psicografado partes do texto direto de Murphy, por que só lendo para crer.
A parte B se trata de um livro muito especial, escrito pela bruxa Agnes Nutter, um livro de profecias. Diferentemente da maioria dos profetas que publicavam suas visões no século 17, Nutter realmente via o futuro, e suas previsões são tão precisas quanto corretas, o que obviamente quer dizer que as vendas de seu livro não foram altas4. O último exemplar sobrevivente está em possessão de sua tatartatata.......taraneta, Anathema, a qual, tendo vivido pelo livro durante toda sua vida se considera uma Descendente Profissional. Ela acaba cruzando caminhos com a dupla dinâmica anteriormente mencionada e é sugada para o centro do problema, exatamente como previra sua ancestral. Junto com ela vão mais três pessoas: Newt Pulsifer, "Achador de Bruxas" em treinamento e a única pessoa que consegue literalmente quebrar qualquer tipo de tecnologia que toca; Sargento Shadwell, seu superior que odeia tudo e todos, sem discriminação, e Madame Tracy, vizinha de Shadwell, o qual acredita que ela é uma bruxa, mas é uma senhora muito legal e muito maluca. Dizer mais sobre essas personagens seria spoilerificar esse post inteiro, então como, quando, onde e por que essas pessoas se encaixam na batalha épica entre Bem e Mal, entre Céu e Inferno, entre "The Sound of Music" e o resto dos artistas e compositores já existentes só descobre quem ler. LEIAM.
Notas de Rodapé6
1: As de 2010 e 2011 em inglês possuem capas diferentes e complementares uma à outra, como na imagem, ficando lindas lado a lado. Fica a dica.
2: Aproximadamente, sendo que o mundo no livro(?) começou em 4004 A.C. e ele se passa em 2001, mas escrever 5997 anos não tem o mesmo efeito.
3: Que isso acabou aproximando-os ao ponto de terem jantares quase semanais e ficarem bêbados juntos é algo que deve ser discutido em outra hora e lugar. De preferência se encontrando no mesmo recinto diversas bebidas alcoólicas, no mínimo dois baralhos, muita fumaça e vários coelhos. De diferentes cores e tamanhos. Todas as discussões do mundo seriam beneficiadas pela presença desses roedores, especialmente as mais insanas.
4: Algo que ela previra antes de escrevê-lo.
5: Ela nunca erra. NUNCA. Nem mesmo quando todas as forças celestiais (caídas ou não) tentam de tudo para contrariá-la.
6: O livro inteiro é recheado desses notas, que DEVEM ser lidas e apreciadas, uma vez que elas são pérolas humorísticas que deixam até o mais sério com a cara doendo de tanto rir.
Opinião
Não Leiam Esse Livro Enquanto Estiverem Perto De Líquidos¹.
Entonces pessoas, a novata aqui espera que seu primeiro post não tenha sido uma desgraça e que tenha convencido muita gente a ler esse livro. Good Omens/Belas Maldições conseguiu remodelar um conceito batido - O Fim Do Mundo - em algo hilário, sarcástico e interessante, o que me prendeu desde o primeiro capítulo até o fim. Ambos os estilos dos autores tem sua chance de brilhar na obra, com a MORTE e sua maneira de falar sendo uma verdadeira homenagem à MORTE de Discworld² (que é meu personagem preferido na série inteira, ADOOOOOOOROOO), assim como a personagem Adam Young é reminiscente de outras em diversos livros de Gailman. Aziraphale e Crowley são meus personagens favoritos de todos os tempos, e para mim, as interações desses dois sozinhos poderiam render mais um livro. Fiquem especialmente atentos como o Céu e o Inferno (e seus habitantes imortais) se comportam e comparem-nos³.
Deixando de lado o fato de que esse é o único livro que eu reli mais de cinco vezes, ao ponto de que o meu volume original estar ilegível com tantas anotações e afins nas páginas, aconselho à todos a o lerem de mente aberta; nada é sagrado para Prachett, e, sendo ele o responsável pela maioria do humor da história, NÃO SEJA INGÊNUO DE ACHAR QUE EXISTA UM TÓPICO QUE ELE NÃO DEIXA ENGRAÇADO. Esse é o homem que faz piada com o fato de que ele tem Alzheimer4, crianças! As partes envolvendo o Lado B do livro podem ficar um pouco maçantes, mas isso é porque Aziraphale e Crowley realmente roubam o show em suas cenas; são facilmente as mais deliciosas de ler, e reler, reler, e achar cada vez mais engraçado. O enredo não deixa pontas soltas imediatas, apesar de dar pano para futuras "aventuras" nesse universo5. O final combina tanto com o teor do livro que eu não consigo imaginar algo diferente acontecendo.
Entretanto, o mais importante sobre Belas Maldições é que ele é gostoso de ler. É simplesmente uma delícia ler e reler e descobrir coisas novas em cenas que nunca parecem exatamente iguais não importa quantas vezes você tenha lido. Não é a toa que o fandom dessa obra é bem ativo e sempre crescente6. É uma história que transcende gerações com piadas cortantes, reviravoltas súbitas e personagens incríveis. Uma sátira tão bem feita que ganha vida própria e ainda sim enfatizar uma das maiores mensagens do texto em que é baseado: o poder do Livre Arbítrio. E que água benta + demônio = sujeira, é claro.
PS: LEIA OUVINDO QUEEN. TUDO FICA FABULOSO.
Notas de Rodapé:
1: Mas Certifiquem-se Que Outras Pessoas Que O Estejam Lendo Estejam Bebendo Algo Enquanto O Fazem.
2: "APESAR DA MORTE DE BELAS MALDIÇÕES NÃO SER TÃO INTERESSADA NA HUMANIDADE QUANTO À DE DISCWORLD. OU TÃO BONITA."
"SQUEEK."
"...SEM SUPERVISIONAR A MORTE DOS QUEIJOS POR UM SÉCULO."(quem sacar essa por favor fale nos comments;)
3: Especialmente Metatron e Beelzebub. Esses dois foram separados ao nascer, ou o universo não faz mais nenhum sentido (de novo).
4: Prova de que ele é uma das pessoas mais de bem com a vida no mundo.
5: Existem boatos de uma sequência, mas, fora um possível título (668: Vizinho da Besta), nada foi divulgado. Pena.
Conheça Soluço Spantosicus Strondus III: a Grande Esperança e o Herdeiro da Tribo dos Hooligans Cabeludos - mas um garoto sem qualquer talento para liderar. "Como Treinar o seu Dragão" conta a tumultuada jornada de Soluço em sua iniciação como um legítimo guerreiro viking: junto com os outros garotos da tribo, ele precisa domesticar e treinar o dragão mais feroz e assustador que for capaz de capturar. Em vez disso, Soluço acaba com o menor dragão que já se viu - e, para piorar, o animal é teimoso, impossível de ser adestrado e completamente banguela. Começa aí a aventura do mais encantador e improvável dos heróis e de seu dragão muito mal-educado.
Inteiramente ilustrado, com muita ação e o tipo de humor que arranca gargalhadas até dos mais carrancudos, "Como Treinar o seu Dragão" é o primeiro livro de uma série que é sucesso mundial, que inspirou o filme de animação cotado como uma das estreias mais importantes deste ano.
Soluço é um garoto mirrado e nerd (não que alguém saiba disso, mas ele observa dragões e sabe muito sobre eles) que precisa se tornar um legítimo herói viking. Afinal, ele é o filho de Stoico, O Imenso, chefe da tribo dos Hooligans Cabeludos.
Para que essa empreitada dê certo, o garoto precisa primeiro pegar um dragão e domá-lo. E é assim que a aventura começa: Bocão Bonarroto – o soldado encarregado da iniciação – levou 10 garotos ao Rochedo do Dragão Selvagem para que eles entrassem no ninho e cada um capturasse seu dragão ainda adormecido (obviamente, se os animais estivessem acordados não sobraria um só menino para contar a história).
Soluço seria o líder da missão, mas Melequento – seu primo – tomou a frente, afinal, ele sim era um herói, o tipo de pessoa que já nasce forte e destemido. O único que parecia estar do lado de Soluço era Perna-de-Peixe, outro jovem desajeitado – na verdade, estrábico e manco.
Bem, não vou contar como, mas todos conseguem capturar seus dragões e reencontram-se com Bocão, que explica que as próximas fases da iniciação serão adestrar os animais, fazendo com que eles obedeçam a comandos simples como “vá”, “fique”, pescar e caçar para seus mestre; e nas celebrações do Dia de Thor terão que mostrar como se saíram perante a tribo e seus vizinhos, os Cabaças-Ocas.
Devo acrescentar uma informação vital aqui: ou os garotos passavam na iniciação ou seriam exilados e teriam que viver sozinhos com seus dragões e sem nenhum contato com ninguém das tribos. Então, Soluço vai buscar informações sobre como treinar seu dragão em um livro e se decepciona, pois o tal manual só tem uma página e uma única regra: “GRITE COM ELE!”.
Daí, nosso herói se vê encrencado, pois Banguela é um dragão pequenino, desdentado, cheio de vontades e teimoso, deixando óbvio que gritar não vai adiantar, até porque Soluço não é bom em gritos.
Como se toda a situação da iniciação não fosse o bastante, ainda surge um Dragão do Mar – um bicho imenso, do tamanho de uma montanha – na celebração do Dia de Thor. E aí só Soluço pode contar o resto.
Um livro infantil que tem lições importantes para pessoas de todas as idades. Divertido e leve, é de leitura rápida.
As ilustrações que estão presentes em todas as páginas nos mostram Soluço e seus amigos, vizinhos, dragões, inimigos e ajudam a narrar suas aventuras de maneira fácil.
Apaixonem-se por Banguela e torçam por Soluço assim como eu.
Nota: 5/5.
Editora: Intrínseca
Páginas: 222
Ano: 2010
Sinopse (Skoob):
Soluço Spantosicus Strondus III foi o mais grandioso herói já visto em todo o território viking. Ele era bravo, impetuoso e muitíssimo inteligente. Mas até mesmo os grandes heróis podem ter dificuldades no começo. Principalmente se têm como companheiro um dragãozinho teimoso e mal-educado.
Nesse novo livro arrepiante, Soluço conta mais uma aventura do inicio de sua história - quando ele ainda tinha muito o que aprender sobre como usar uma espada, sobreviver a naufrágios, escapar de dragões homicidas e desvendar os mistérios de um tesouro pirata muito bem escondido...
Aventura, ação, muito humor e ilustrações divertidíssimas: essa é a receita do sucesso de "Como Treinar o Seu Dragão", seguida à risca nesse segundo lançamento da série escrita e ilustrada pela inglesa Cressida Cowell, autora premiada de obras infantis e infanto-juvenis.
Crianças, jovens e adultos que já conhecem Soluço e o dragão Banguela, seja das páginas dos livros, seja das telas de cinema, vão ficar vidrados nessa nova história.
Superados os problemas da iniciação, o estudo sobre se tornar herói continuam, com Bocão ainda como mestre dos garotos. Na segunda aventura de Soluço, eles estão no Programa de Treinamento de Piratas, cujas aulas incluem luta de espadas em alto-mar, descortesia avançada, pilhagem e violência gratuita, dentre outras.
Soluço espera se dar melhor pelo menos em luta de espadas pois Barbadura, o Terrível – seu tataravô – foi o melhor espadachim de todos os tempos e um pirata notável e amedrontador. Mas ele quase se dá muito mal na luta-treino contra Bafoca de Maluquício.
Nesse momento, o navio em que estão é atingido por uma caixa e todos vão parar na água gelada do mar de Berk, mas se salvam, apesar do frio. Eles descobrem que a tal caixa é na verdade o caixão de Barbadura e vem com um recado sutil sobre como proceder com ele:
“CUIDADO!
NÃO ABRA ESTE CAIXÃO.
AMALDIÇOADO SEJA AQUELE QUE PERTUBAR OS RESTOS MORTAIS DE BARBADURA, O TERRÍVEL, O MAIOR PIRATA A TER ATERRORIZADO AS ILHAS INTERNAS.”
Págs 36/37.
Então os Hooligans obedecem as escrituras no caixão... É claro que não! Se o fizessem, não teriam problemas.
Eles abrem o caixão e dentro está um homem que se apresenta como Alvin, o Fazendeiro Pobre e Honesto. O tal conta uma história de como foi atacado e preso na caixa, os vikings acreditam nele, mas os dragões não gostam muito de Alvin.
O homem convence os Hooligans a ir até a Ilha da Caveira atrás do tesouro de Barbadura, mesmo que nessa ilha habitem dragões monstruosos que perderam a capacidade de voar, ver e ouvir, mas têm um olfato fenomenal e destroçam qualquer um que consigam farejar.
Então os Hooligans cabeludos entram em uma nova e muito perigosa aventura e Soluço, mesmo sem querer, embarca com Banguela, Perna-de-Peixe e Vaca Aterrorizante no navio Treze da Sorte rumo ao desconhecido.
Mais ilustrações maravilhosas que nos levam pelas aventuras de Soluço e seus amigos nos trazem diversão em uma busca ao tesouro que inclui luta contra dezenas de dragões monstruosos e contra os párias – piratas exilados.
Espero que Soluço e Banguela tenham melhor sorte em suas próximas histórias sobre como o garoto se tornou herói.
Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.
Um Mundo Brilhante é um dos lançamentos de janeiro da editora parceira Novo Conceito.
Ben Bailey é um professor universitário, noivo de Sara e moram em Flagstaff, para onde se mudaram porque Ben queria morar em uma cidade com neve. Eles vivem um relacionamento longo e que logo percebemos que está estagnado. Ele não toma a decisão quanto a data do casamento, e também não se separa de Sara e segue seu rumo.
Numa manhã comum do inverno, o professor vai buscar o jornal e encontra um jovem índio desmaiado quase na porta de casa. Eles chamam o resgate e o rapaz é socorrido. Ben não consegue tirar a cena da cabeça e vai ao hospital saber do rapaz, lá encontra Shadi – irmã do acidentado.
Bailey não conta à Sara que foi saber do rapaz e que conheceu sua irmã. Então ele é avisado de que o rapaz faleceu e vai ao seu enterro, mas diz à noiva que fará uma pequena viagem com Hippo – seu amigo e colega de trabalho no bar (onde Ben trabalha para aumentar sua renda).
Depois de algum tempo descobrimos que Sara está grávida e Bailey se vê dividido entre o dever de formar uma família com a mãe de seu filho e o interesse que surgiu entre ele e Shadi.
Muita gente se encantou com o livro, e se sentiu tocada com a história. Mas comigo isso não aconteceu. Não que eu não tenha gostado de modo algum. É que a narrativa não mexeu comigo.
O que vi foi um homem que está num relacionamento sem futuro, trabalhando em um cargo que não o satisfaz e, de repente, acontece algo que mexe com ele, com seu interior, mas que não o leva a uma resolução.
Um Mundo Brilhante é contado sob a ótica de Ben e sabemos de todos os traumas pelos quais passou. E como ele acha que Sara cresceu numa boa vida sem mágoas. E como ele acha que Shadi o entende, por ter passado por sofrimentos parecidos com os dele.
O que o livro me mostrou foi um homem sem perspectivas, que quer uma vida melhor, mas não luta por isso. Submisso – ou melhor – acomodado em uma existência que não lhe traz felicidade. E ainda engana a mulher, na verdade, as duas mulheres com quem se envolve, pois esconde seus sentimentos de Sara e não luta pelo que pode ter com Shadi.
Apesar de tudo, a edição é primorosa, com um trabalho de capa que me deixou encantada desde que a Novo Conceito divulgou a primeira foto do livro.
Nota: 2/5.
Eu não me encantei muito com a história, mas isso não quer dizer que vocês também não vão gostar, portanto, tem sorteio de um kit do livro correndo. É só clicar aqui para participar.