Páginas: 310
Ano: 2011
Sinopse (Skoob):
Mil anos atrás, uma história de amor foi interrompida pela
desgraça e uma maldição. Um poder tão maligno que tinha conseguido dominar seus
espíritos geração após geração. E enquanto isso, os apaixonados esperam...
condenados a se reencontrar e voltar a se perder por culpa do ciúme e do ódio.
O cavaleiro e a dama. O guerreiro e a donzela. Até que talvez um dia, talvez em
nossa época, séculos depois, um poder superior e benigno consiga pôr um fim ao
malefício. Apaixonante novela que combina história e fantasia, amor e maldade,
bruxaria e religião, criada pela escritora Élia Barceló, conhecida como a “Dama
Negra” da literatura espanhola, ganhadora em duas oportunidades do Prêmio Edebé
de Romance Juvenil. A história se passa na Idade Média e é muito bem retratada
no livro, que destaca costumes e valores da época. As sangrentas guerras entre
muçulmanos e cristãos pela expansão e posse de seus domínios. No posfácio, a
editora explica os diferentes períodos da História e descreve a fascinante
personalidade de El Cid.
Sancho é um guerreiro nos idos do século XI, filho de
fidalgos simples e servidor fiel de Dom Rodrigo. Sua vida é servir seu senhor
com honra e batalhar com e para ele. Depois de o senhor ser desterrado pelo Rei
Alfonso, Sancho segue Dom Rodrigo ao exílio, onde eles continuam batalhando e
conquistando terras na intenção do perdão real.
Após algumas conquistas, Sancho acompanha outros homens de
Dom Rodrigo à corte em Leão para presentear o Rei com parte dos espólios de
batalha. Há em Sancho a perspectiva de encontrar-se com Dona Brianda, dama que
lhe chamou atenção em sua visita anterior à corte. Chegando lá, ele conhece
Guiomar, jovem condessa, e por ela se apaixona perdidamente.
A história de amor desses jovens não será fácil, pois as
regras sociais da Idade Média não permitem que um simples guerreiro sem terras
ou título una-se a uma jovem dama da corte.
~*~
Em pleno século XXI, um grupo de jovens passará alguns meses
em um antigo mosteiro transformado em hospedaria trabalhando na montagem de uma
peça teatral e de um documentário sobre a história de Dom Rodrigo Díaz, o
Campeador – importante figura da Idade Média.
Isolados das tecnologias, usando roupas de época e longe de
família e amigos, Sérgio e Glória se apaixonam em meio a ensaios, oficinas e
sonhos estranhos que os remetem a outra época e a uma história de amor que não
acabou bem.
Unindo-se a alguns amigos, antes desconhecidos, esses jovens
terão que desvendar os mistérios escondidos no antigo mosteiro de San Salvador
de Los Cerros e assim, dar paz às almas de viventes do século XI que se
envolveram em uma malfadada história de um casal que se amou além da vida.
~*~
O livro ambientado na Espanha trata de duas épocas
completamente distintas: uma em que a Espanha que conhecemos ainda era formada
pelos reinos de Leão e Castela e homens e mulheres quase não se olhavam às
vistas de todos; e outra em que, na Espanha de hoje, os jovens dormem em
quartos próximos e sem trancas nas portas.
É perceptível, durante a leitura de Cordeluna, que Élia Barceló fez uma pesquisa histórica para que a
ambientação e os fatos narrados fossem o mais verdadeiros possível. A forma
culta de falar da antiguidade está presente, assim como a informalidade
contemporânea.
A diagramação com a ausência de capítulos e a troca
constante do século XI para o XXI e de volta mantém o leitor conectado ao livro
e imerso nas duas histórias de amor e amizade que se desenvolvem
simultaneamente em suas páginas.
Além disso, há – durante todo o tempo – um clima de
medievalismo, tanto na letra que marca o início de cada parte da história,
quanto nas gravuras que aparecem em alguns momentos da narrativa e também no
local onde os personagens do século XXI estão.
O meio que Élia encontrou para conectar passado e presente
me deixou encantada. Os personagens simples e reais também me envolveram. A
narrativa descomplicada, apesar das palavras medievais usadas, fez com que
minha leitura fluísse rápida e sem sobressaltos.
Obrigada ao blog Fluffy que organizou o book tour de Cordeluna e me propiciou a leitura de
uma história tão singela. Indico a todos que gostam de romance!
Nota: 4,5/5.