Vocês já pensaram em como seria entrevistar seus autores preferidos? E
conhecer os autores brasileiros?
Hoje, vocês poderão conhecer um pouco melhor Luiza Trigo.
Falem com a autora no twitter:
@lulytrigo e no facebook: https://www.facebook.com/luizatrigooficial
Conte
um pouco sobre você.
Meu nome é Luiza, mas podem me chamar de Luly. Sou carioca e tenho 23
aninhos. Sou formada em cinema e meu filme favorito é Amelie Poulain. Sou
eterna romântica e acredito em príncipe encantado, sim! Eu encontrei o meu!
=^^=. Sou uma moleca grande. Quando fico triste faço bico e quando estou
animada pulo que nem criança. Sou louca por todos os filmes da Disney, tenho
coleção deles e tenho também um monte de personagens de pelúcia no meu quarto.
Sou apaixonada por arte e não vivo sem música. Meus hobbies são a fotografia, a
pintura (adoooro pintar) e o mais importante de todos: cozinhar! Mas cozinhar
doces, viu?! Eu sou viciada em “açúcar”! Cada dia eu invento de fazer alguma
coisa diferente. Hoje eu fiz “Macaron”, aquele docinho francês! Ahhh... e escrevo
também! (Risos). Adoro inventar histórias e entrar no mundo da imaginação.
Como
você entrou no universo dos escritores?
Escrevendo. Eu nunca pensei em ser escritora antes. Eu pensava em
trabalhar na TV, ser diretora, mas nunca pensei em escrever (de verdade).
Sempre que leio um livro muito bom, fico com um desejo louco de contar uma
história também, mas não tinha levado isso a sério até pouco tempo.
O
que você sentiu quando seu livro foi aceito pela Rocco.
“Meu Deus!” =^^= Chorei horrores. Foi tudo muito mágico e tudo muito
rápido. Dois meses antes de saber o primeiro parecer da editora, eu nunca tinha
sonhado em publicar um livro! Eu não sei nem descrever, mas foi incrível,
fiquei me beliscando por um tempo para ver se não estava sonhando.
O
que te inspira para escrever?
Ler. Como disse, quando leio um livro, fico com vontade de contar
histórias. Às vezes porque fiquei insatisfeita com alguma coisa ou porque
aquilo ali plantou alguma sementinha em mim.
Fale
um pouco de Carnaval.
Carnaval nasceu, justamente, de uma insatisfação com Crepúsculo. (Calma,
leitoras, não me odeiem). Eu adorei ler os livros e me apaixonei pelo Edward
como todas vocês. (Apesar de não ter gostado daquela história de mudar o ponto
de vista para o Jacob, achei um saco). Mas a insatisfação veio porque eu queria
ter aquele vampiro para mim, mas não podia encontrá-lo na rua, pois “vampiros
não existem”. E isso me deixou muito nervosa, porque se não fosse vampiro, não
seria como o Edward e com isso, não iria querer. Daí nasceu a necessidade de
ler uma história onde eu pudesse me apaixonar pelo personagem e encontrá-lo na
esquina, na praia, no shopping. Só que eu transformei, não sei como, essa
vontade de ler em vontade de escrever e criei o Felipe. O primeiro passo para o
livro Carnaval.
Como
escritora encubada, eu sei que os personagens sempre têm algo do autor. Então,
o que a Gabi tem de você?
Quase tudo. (Risos). A Gabi é meio atrapalhada como eu, viciada em
doces, adora dormir, ama Recife, apaixonada por artes, cinéfila e enlouquecida
por Amelie Poulain e Pollock, apesar de agora eu ser mais louca por Kandinsky.
Ela é muito determinada também, quando quer vai atrás. Eu sempre tentei
fazer isso. Sempre acreditei que é muito melhor se arrepender do que a gente
fez do que se arrepender do que não fizemos. Aquele “E se...” é muito chato. A
frase que eu dizia para as minhas amigas é “Não arriscar nada é arriscar tudo”.
Sempre achei que devemos nos jogar e encarar tudo e foi o que a Gabi fez,
apesar do medo de se apaixonar, que também sempre foi um medo que eu tive. E o
físico dela: apesar dela ser pequenina, coisa que não sou, ela tem um pouco de
mim também, mas isso aí nasceu de uma inveja minha, pois queria estar vivendo o
que estava acontecendo com ela, então, para me sentir mais na história,
descrevi algumas características similares as minhas. (Risos)
O
Felipe foi inspirado em alguém que passou ou está na sua vida?
Felipe foi inspirado em quatro caras que tinham estado na minha vida
naquele ano. Não, necessariamente, tivemos uma relação, mas que me marcaram de
alguma forma. Um deles era meu vizinho e eu era caidinha por ele, a gente se
paquerava no prédio, na rua, no metrô, mas nunca nos falamos. O Felipe, por
exemplo, tem o físico dele. Os outros três ajudaram na personalidade e
misturando 20% de cada um com mais 20% da minha própria personalidade e mais
uma pitada do cara ideal (na minha opinião, é claro), “voilà”, nasceu Felipe. (Risos) Mas hoje eu
digo que, na verdade, foi um pedido por escrito, pois achei o meu Felipe há
pouco tempo e podem ter certeza, não largo nunca mais. =^^=
O
Mateus – eu adorei ele!!! (por isso a pergunta direta, quero um desses para mim
^^) – é inspirado em algum de seus amigos?
É. Ele é inspirado em um primo meu. Ele inclusive é um dos “caras” que
me ajudaram a criar o Felipe (um dos 20% - risos) e um também que não tive
relação nenhuma, além da amizade. Mas ele sempre foi esse cara muito especial e
super divertido, ele tem o seu charme e é aquele amigo que você pode contar
para tudo. Mas, sinto muito, meninas. Ele está casadíssimo. (Risos)
Além
da Gabi e do Felipe, qual é seu casal preferido?
Elizabeth Bennet e Mr. Darcy!
Há
novos livros em andamento? O que podemos esperar para o futuro?
Podem esperar a continuação de “Carnaval”, que espero entregar até o
final de agosto! (Vamos cruzar os dedos). Ele está todo escrito, mas preciso
revisar e mudar algumas coisinhas. Estou finalizando uma história agora, bem
diferente de Carnaval, mas acho muito legal, só acredito que seja para um
público mais jovem. E tem mais dois projetos que já estão aqui esperando a vez,
mas como estão muito no inicio, vou deixar como segredo. (Quem sabe na próxima
entrevista).
Quais
dicas você daria para quem quer escrever profissionalmente?
Percam a vergonha! Temos que mostrar nosso trabalho para os amigos e
familiares. Eles são nossos primeiros leitores. Coragem! Temos que aceitar
receber as críticas e com elas melhorar nosso trabalho. Força de vontade e nada
de preguiça! Ser escritor não é moleza, não. Justamente por ser um trabalho
solitário e sem um local “oficial”, a preguiça aumenta. Eu sei bem como é,
ainda moro com meus pais e meu “ambiente de trabalho” é o meu quarto e, muitas
vezes, a minha cama me chama. (Risos). Por isso a força de vontade e,
principalmente, ser organizado, se dar horários ou fazer planejamento. E por
último, deixe a criatividade rolar solta, sem medo do que pode acontecer. Uma
frase que meu professor de roteiro sempre falou e que eu adoro é: “Escreva como
hippie e edite como fascista”.
Que
tipo de literatura te atrai mais?
Ah, eu gosto de tudo um pouco, menos auto-ajuda. (Risos).
Gosto dos romances “românticos”. Gosto de histórias de amor, de me
apaixonar pelo personagem, sofrer e amar junto com eles. Livros de época,
voltar no tempo e ver como era antes, o vestuário, os passeios a cavalo, o
jeito diferente de falar. Adoro os fantasiosos também, Harry Potter marcou
minha adolescência (amo demais), O Hobbit, Jogos Vorazes, Alice no País das
Maravilhas.
Mas também amo Mario Quintana e Marta Medeiros. Ih, eu sou uma confusão.
Que
autor (es) serve (m) de fonte de idéias para você?
Jane Austen (ponto final - risos). Não escrevo como ela, mas está dentro
de mim sempre. Ela é puro “amor”. E é esse é o ponto principal das minhas
histórias. E cada história que crio, acredito que tem um pouco do autor que eu
estava lendo antes. Como, por exemplo, “Carnaval” que carrega um pouco da
Stephenie Meyer.
Tem
algum livro que você leu e não esquecerá jamais?
Orgulho e Preconceito! Jamais esquecerei! (Risos)
E
que personagem (ns) você considera inesquecível (eis)?
Mr. Darcy, os irmãos Weasleys, Sirius Black… (ah, são muitos personagens
do Harry Potter), Michael Moscovitz =^^=, Emma, Romeu e Julieta... São muitos e
só estou pensando nos livros, hein?! Se for pensar em filmes, fico aqui até
amanhã.
Deixe
uma mensagem aos Colecionadores de Histórias.
Deixo um beijo carinhoso para todos vocês. Espero que tenham gostado da
resenha e da entrevista. Carnaval é meu primeiro livro e cuido dele como quem
cuida de um filho, mas mais do que isso, gosto muito de conversar com vocês,
“cuidar” dos meus leitores, pois vocês são muito importantes para mim.
Continuem lendo, pois sem a leitura não crescemos, não evoluímos. Mesmo sendo
um livro bobo ou de passatempo, eles sempre nos tiram de nossa realidade e nos
dão experiências novas. Obrigada pela atenção de todos e quem quiser falar
comigo é só me seguir no twitter e na página do Facebook. Eu sempre respondo,
não é Camila? :P
Depois de todas essas respostas super atenciosas e fofas, eu preciso me
manifestar! A Luly responde sempre e com a maior boa vontade! E eu me
identifico com muita coisa que ela disse, tipo que só escreve quem lê e com
todos os personagens preferidos de Harry Potter e o Michael... E chega que a
entrevista foi com a Luly e eu não tenho nada que ficar enchendo a paciência de
vocês. ^^