Editora: Intrínseca
Páginas: 315
Ano: 2012
Sinopse (Skoob):
Helen Hamilton passou a vida inteira tentando
disfarçar o fato de que é uma garota diferente, mas agora, aos dezesseis anos,
isso está cada vez mais difícil. Não apenas por causa de sua força sobre-humana
ou porque às vezes, sem motivo aparente, pessoas estranhas simplesmente a
atacam, mas também porque ela teme que seu juízo esteja seriamente
comprometido. Pesadelos recorrentes com uma estranha viagem pelo deserto e a
visão de três mulheres derramando lágrimas de sangue a tem atormentado noite e
dia. Ao mesmo tempo, um impulso inexplicável, incontrolável, passa a dominar
seus pensamentos: Helen quer matar Lucas, um dos rapazes da glamorosa e
misteriosa família Delos. À medida que descobre mais sobre sua verdadeira
origem, ela percebe que a relação dos dois está submetida não só à sua vontade,
mas a forças e tradições ancestrais.
Predestinados é inspirado na Ilíada, de Homero. A feliz combinação de
mitologia grega e romance faz com que o livro seja imediatamente comparado a
Crepúsculo e Percy Jackson e os olimpianos.
Helen Hamilton sempre se achou estranha e tentava parecer
invisível. Os únicos com quem se dá bem são Claire e Matt, seus amigos apesar
das esquisitices dela, como as cólicas terríveis e os ataques de pânico ao
perceber que é o centro das atenções.
Então, os Delos chegam a Nantucket e deixam a vida de Helen
de pernas para o ar. Ela passa a sonhar que está caminhando por horas ou dias
em um deserto e acorda suja de areia e com os pés feridos; enxerga umas
mulheres que choram lágrimas de sangue e quase a enlouquecem com seus lamentos;
e descobre que tem talentos especiais herdados da mãe que a abandonou e ao pai
quando era bem pequena.
Nem sei como resumir a história sem dar spoillers, então
passemos a minha opinião...
Predestinados
manteve minha curiosidade quanto a vários aspectos da história durante toda a
leitura. Não foi um livro que li numa sentada, mas isso aconteceu porque eu não
quis ler direto – se quisesse, não tinha durado um dia.
No começo da leitura, eu fiquei tentada a comparar o
universo que a Angelini criou com o do Rick Riordan, mas logo vi que não tinha
nada a ver. Outra comparação que fiz, mesmo sem querer, foi com relação à
dinâmica familiar dos Delos levemente parecida com a dos Cullen – a união entre
os familiares – mas isso foi só uma coisa que passou rapidamente pela minha
mente.
Predestinados é
intenso, como a boa mitologia grega, e cheio de frases e cenas com vários
sentidos levando as escolhas feitas pelos personagens a mudar o rumo da
história. Você não sabe bem quem é bom ou mal; as missões de cada um levam a
escolhas boas e ruins e as consequências podem ou não ser desastrosas; e as
moiras – ou parcas – estão sempre envolvidas, mantendo os destinos de cada um
por mais que eles lutem para muda-lo.
Eu passei a maior parte da leitura me perguntando quem era
quem: os personagens atuais representam quem na mitologia. Cheguei a fazer
pesquisas no Google sobre isso e nem ele soube me dar firmeza nos meus
palpites. Eu criava teorias e desistia delas em seguida, voltava a elas, criava
outras e no fim... Não vou dizer. ;)
Fiquei angustiada, estarrecida, emocionada, cheguei a rir,
mas não relaxei completamente durante nenhum momento, tantos são os fios que
tecem a trama do livro – usando uma expressão bem contextualizada hahaha. E o
final não me deixou mais tranquila de modo algum! Eu preciso do segundo volume,
mas pelo que pesquisei, ele ainda está sendo escrito. Só espero que a Josephine
não demore a lança-lo e que a Intrínseca não demore a traze-lo para o Brasil.
P.S.: Ficou uma pendência para o segundo volume que... Nossa!...
Me tirou o sono! Ficaram todos tão desnorteados com os acontecimentos que
ninguém realizou ainda e eu não consigo parar de pensar nisso...
Nota: 5/5.